sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
HISTRIÔNICA: Padrão de excessiva emocionalidade e busca de atenção. Extremamente dramática e não age dentro de limites sociais normais.
Crença Central sobre si mesmo: "Eu sou nada"
Regra Condicionada: "Se eu for dramático, satisfarei minhas necessidades e se eu não fizer isso não conseguirei o que eu quero das outras pessoas".
NARCISISTA: Padrão de grandiosidade e necessidade de admiração. Exige tratamento especial e puni os outros quando se sente insultado, diminuído. Tenta inferiorizar as pessoas, competir e controlá-las impressionando-as com posses materiais, conquistas e amizades com pessoas de nível social elevado. Não é empático em suas relações interpessoais.
Crença Central sobre si mesmo: "Sou inferior, um nada, um lixo."
Regra Condicionada: "Se eu controlar os outros, inferiorizá-los, posso me sentir superior a eles, caso contrário, me diminuirão e eu me sentirei inferior."
BORDERLINE: Padrões de instabilidade em tudo. Se auto-agride quando as emoções são intensas, não possui habilidade bem desenvolvida para resolver problemas interpessoais, subjuga-se ou domina excessivamente os outros.
Crença Central sobre si mesmo: "Não mereço ser amada, sou anormal; sou incompetente; vulnerável; fraca; vítima; insignificante; desamparada e fora de controle."
Regra Condicionada: "Se eu punir os outros quando estou aborrecida posso me sentir mais forte e talvez controlar seus comportamentos futuros, mas se eu não fizer isso, me sentirei fraca e eles me prejudicarão."
ANTI-SOCIAL: Padrão invasivo de desrespeito e violação dos direitos dos outros. Alto poder de sedução e manipulação. Resiste ao controle das outras pessoas e age impulsivamente. Mente e manipula ou leva vantagem sobre os outros. Não segue regras sociais, não coopera e não pensa sobre as conseqüências dos seus atos.
Crença Central sobre si mesmo: "Potencialmente eu sou uma vítima, então, a única alternativa é vitimar, pois regras normais não se aplicam a mim."
Regra Condicionada: "Se eu manipular ficarei no controle e se eu agir de maneira hostil e rígida, poderei fazer o que quero sem o controle dos outros."
OBSESSIVO-COMPULSIVA: Padrão de perfeccionismo e preocupação constante com organização. Controla rigidamente a si e aos outros, cria expectativas exageradas, assume muita responsabilidade e busca a perfeição constantemente.
Crença Central sobre si mesmo: "Sou vulnerável a acontecimentos ruins"
Regra Condicionada: "Se eu crio e mantenho a ordem para mim e para os outros e faço tudo com perfeição, meu mundo ficará bem, mas se eu não fizer isso, tudo desabará."
DEPENDENTE: Padrão de necessidade excessiva de ser cuidado levando-o a comportamentos cristalizados de submissão e aderência, bem como, a comportamentos que incluem temores de separação. Evita decisões e não resolve problemas com independência subjugando-se aos outros evitando manter seu ponto de vista perante suas relações sociais.
Crença Central sobre si mesmo: "Sou incompetente, fraca e preciso das outras pessoas para sobreviver."
Regra Condicionada: "Se eu for submissa aos outros, serei amada e eles cuidarão de mim."
EVITATIVA (Esquiva): Padrão de inibição social, sentimentos de inadequação, preocupação com críticas e rejeição. Desconfia dos outros e evita situações sociais. Não confia na motivação positiva da sua rede social.
Crença Central sobre si mesmo: "Não mereço ser amada, sou imperfeita e má."
Regra Condicionada: "Se eu fingir que estou bem, os outros podem me aceitar, porém, se eu me mostrar como realmente sou, os outros me rejeitarão."
PASSIVO-AGRESSIVA: Finge cooperação e evita afirmações, confronto ou recusas diretas. Resiste a atender as expectativas dos outros, a assumir responsabilidades e ao controle de outras pessoas.
Crença Central sobre si mesmo: "Eu não sou entendido e apreciado."
Regra Condicionada: "Se eu concordar superficialmente com os outros e não seguir a sugestão, então, os outros não conseguirão me controlar e se eu concordar, serei um fraco.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Psicologia Ambiental:
A psicologia ambiental é o estudo do comportamento humano na relação com o meio ambienteordenado e definido pelo homem. É um campo relativamente novo da psicologia, mas já desde 1960 que há estudos e trabalhos nesta área da psicologia. A maioria destes trabalhos teve origem no reconhecimento dos problemas ambientais, como a poluição, que começou a ter relevo nas representações colectivas.
História
O psicólogo Kurt Lewin (1890-1947) foi um dos primeiros a dar importância à relação entre o ser humano e o ambiente. O seu objectivo era determinar a influência que o meio ambiente exercia sobre as pessoas, as relações que com ele estabelecem, o modo como as pessoas agem, reagem e se organizam conforme o meio ambiente.
Segundo a psicologia ambiental,o meio ambiente pode ser definido como: todos os contextos em que se inserem os sujeitos (por exemplo: casas de habitação, escritórios, escolas, ruas, etc.) e que actuam mais sobre os comportamentos de grupo do que sobre o comportamento individual.
Este ramo da psicologia apresenta principalmente cinco princípios que se têm que ter em conta aquando de alguma intervenção ou investigação baseada neste ramo: Primeiro, ter em conta que se é capaz de modificar o meio ambiente; segundo, é necessário que se esteja presente em todos os contextos do dia-a-dia; terceiro, considerar a pessoa e o meio como uma só entidade; quarto, considerar que o indivíduo actua sobre o meio assim como o meio influencia o indivíduo; quinto, e enfim, uma investigação ou intervenção desta índole deve ser sempre levada a cabo com a colaboração de outras ciências.
Psicologia Metafísica:
A psicologia metafísica ou a metapsicologia, é um ramo da psicologia que se dedica ao estudo dos fenómenos que ultrapassam a psicologia empírica, que não se conhece através da experiência, que não pode ser provado pelo método científico.
O vocábulo é o resultado do senso comum, que trata a metafísica como o estudo dos fenômenos ultrapassam "a física", no sentido dos milagres ou do sobrenatual. Na verdade, a metafísica estuda a natureza do homem e do universo.
Assim, a metapsicologia é considerada, por vezes, um sinónimo da parapsicologia. Esta ciência estuda todos os fenómenos que não podem ser explicados segundo teorias científicas como atelepatia, a clarividência, etc.
É uma tentativa de formular teorias que expliquem tudo o que os outros ramos da psicologia não conseguem explicar e que se enquadre nesta área do paranormal.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Aplicação das cores em Publicidade :
Conforme a frequência, as cores causam estimulos diferentes e podem ser divididas em cores quentes ou frias. As cores mais suves e discretas possuem um comprimento de onda mais curto e rápido mexendo com os nossos sentidos mais elevados, os espirituais. Sao cores que acalmam a circulação do sangue esfriando assim a temperatura do corpo. Estas são as chamadas cores frias. Já as cores quentes, que são cores que chamam mais a atenção, ficam mais em evidência, isto é, tem um alto poder de penetração. São cores com uma onda de frequência mais longa e lenta que envolvem os sentidos instintivos-materiais. Estimulam a circulação sangüínea elevando assim a temperatura do corpo. A publicidade usa estas técnicas para manipular e atrair a atenção do seu público alvo, estimulando a compra de seus produtos. Nesta área vários fatores se misturam para poder determinar a cor exata que irá representar a intensidade contida em cada mensagem. A cor esta muito ligada à moda, como na vida cotidiana, por isso na publicidade as pessoas representam o estilo de viver do homem. A propaganda tem uma característica forte de nunca expressar os aspectos negativos da sociedade. Eles tentam passar uma imagem de uma realidade bela, pura e feliz. O básico na publicidade a ser observado é o grau de atenção que poderá ser despertado no consumidor. As cores tem uma capacidade muito rápida de atrair emocionalmente o consumidor. De acordo com estudos de psicologia, a utilização das cores na publicidade ou como parte da identidade corporativa de uma empresa, constitui um dos códigos de comunicação não verbal mais certeiros e efetivos. Não só são importantes pela aparência e visualização que oferecem ao logotipo de sua marca ou na embalagem dos materiais ou produtos, senão pela mensagem que transmitem a nosso subconsciente. ( subliminares) Os marketeiros e publicitários se valem desta ferramenta para provocar diversos sentimentos: calma, poder, alegria, desejo, paixão, força, elegância, pureza, entre outras sensações, quando direcionados aos consumidores a respeito da marca e seus produtos. |
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Psicologia das Cores:
A influência psicológica das cores:
Devemos usar sempre uma cor quente e uma fria juntas. Nosso mundo é um mundo de polaridades: dia e noite, quente e frio, alegria e tristeza, yin e yang, etc. A influência das cores pode ser notada não somente na decoração, mas também na maneira de vestir, como terapia, na expressão de um quadro, traduzindo o estado de ânimo das pessoas e a maneira como gostariam de ser vistas.
Vermelho
É uma cor que tem bastante energia. Faz a pessoa se sentir intrépida, ousada, poderosa, corajosa. Todos nós precisamos de um pouco de vermelho em nossa aura para motivar-nos. Seus tons e matizes sugerem muitas características. Desde a determinação e vontade de cuidar dos outros à insensibilidade, violência e egoísmo. Quando esta cor é usada com equilíbrio, seu efeito é muito positivo. Para isso, devemos usar o verde, o amarelo-dourado que significa sabedoria ou o azul, que vai esfriar um pouco o vermelho. Locais como teatros, restaurantes, bares e cassinos podem ser deliberadamente decorados com vermelho, pois esta cor estimula o apetite e nos faz perder a noção do tempo.
Tons de Rosa
Mistura de branco com o vermelho. Tons rosados proporcionam calor, afeto e podem ser relaxantes. Os tons róseos mais quentes têm efeito positivo, pois tornam as pessoas mais ativas e desejosas de progresso. Ideal para serem colocados em casas ou asilos de pessoas idosas, pois não vão permitir que essas pessoas fiquem apáticas ou percam o interesse pela vida, ao contrário, vão causar uma mudança de personalidade onde essas ficaram mais ativas e vigorosas.
Laranja
Ajuda a pessoa a despertar seu potencial, defender seu próprio ponto de vista e ser mais confiante. Os tons mais pálidos desta cor estimulam a comunicação das pessoas, bem como a descoberta e o desenvolvimento da criatividade. É uma cor de grande vitalidade e pode ser usada em lanchonetes, restaurantes, etc. O laranja-escuro deve ser usado com moderação, pois pode causar uma sensação de desamparo e insegurança. O laranja-claro proporciona uma sensação de conforto, alegria e expressividade. Todos os artistas criadores deveriam usar esta cor, principalmente acompanhada do azul.
Amarelo
Também uma cor de grande energia, pois é associada com a luz do Sol. É quente, expansiva, ativa a mente a abrir para novas idéias. Ajuda na aprendizagem, pois afeta o plexo solar (núcleo do sistema nervoso central que é um dos principais centros provedores de informação do cérebro). Essa cor alimenta o ego, mas em demasia pode tornar a pessoa "egocêntrica". O amarelo e o branco juntos devem ser usados com parcimônia, pois podem causar uma sensação de insegurança e instabilidade. Devemos usar com moderação os tons de amarelo-escuro, como o mostarda, pois em demasia podem exercer um efeito negativo como pessimismo e negatividade. Pode ser usado em halls, corredores e lugares onde têm pouca luz, pois dá uma sensação do espaço. Esta cor é associada com o intelecto, as idéias e a inquirição mental.
Verde
É a cor do equilíbrio e da harmonia. Ajuda a reduzir o estresse e a tensão, pois é um meio de baixar a pressão arterial. É uma cor que está associada com a auto-estima e nos ajuda a fluir com os acontecimentos, dando uma sensação de liberdade e fluidez. É relaxante e repousante, mas não deve ser usada sozinha, pois pode deixar o ambiente estático. O verde-escuro proporciona uma sensação de força e estabilidade. O verde-claro é ótimo para crianças, que geralmente o adora. Ele afeta a área do coração e nos ajuda a ser mais afetuosos. O verde-maçã indica uma casa onde se dá importância 'às crianças, 'à família e aos animais. Pode indicar também pessoa que tende a acumular posses e não jogar nada fora. O verde usado com cores mais claras irradia uma energia de relaxamento e paz. É uma cor que está ligada 'à auto-estima.
Azul
O azul é uma cor terapêutica, que relaxa, acalma e esfria. Pode ser associdado à lealdade, integridade, respeito, responsabilidade e autoridade. Mas usado em demasia, pode deixar o ambiente frio, pode fazer com que a pessoa fique indiferente, retraída e com sono. O índigo pode trazer à tona velhos medos, portanto deve ser usado com o rosa. O azul-escuro e profundo é uma cor que remete a integridade e honestidade. As pessoas que se entregam à mentira e são desleais não costumam se sentir bem em um ambiente com esta cor, pois ela tende a fazê-las se sentir culpadas. Ele pode ser usado com amarelo para ativar a mente e a intuição, com o vermelho para manifestar as emoções, com o rosa para trazer à tona o lado afetuoso e com o pêssego para estimular a criatividade.
Violeta
Ou as pessoas odeiam ou elas amam... Essa cor tem uma vibração muito rápida e estimula o lado artístico. Ela é associada a ideais nobres, como devoção e lealdade. Quando usado com o amarelo estimula a introspecção para encontrar nosso eu. Quando usado com o verde estimula a generosidade e caridade. De todas as cores, a violeta é a mais poderosa, afeta muito as pessoas, portanto devemos usá-la com critério. Violeta-claro não deve ser usado sozinho, pois pode causar um desinteresse da pessoa pelo mundo.
Púrpura
Ativa as emoções básicas e, para não causar desequilíbrio, deve ser usada com o verde.
Magenta
Cor muito animadora. É viva e dramática e estimula as pessoas a tomarem decisões. Deve ser usada, pelo menos nos detalhes, em empreendimentos comerciais. Grande harmonia quando usada com o verde.
Turquesa
É uma cor extremamente repousante e relaxante, mas deve ser usada sempre acompanhada de uma cor quente. Na cromoterapia, é usada como meio de acalmar o sistema nervoso.
Marrom
Cor que nos proporciona a sensação de que tudo é permanente, sólido e seguro. É a cor da estabilidade quando usada no seu estado natural, tal qual nos móveis, etc. Transmite uma energia positiva.
Cinza
Embora muitos digam que é uma cor de neutralidade, seu efeito não passa desapercebido. É uma cor associada ao medo e negatividade, portanto devemos usar seus tons mais claros e sempre acompanhados com cores quentes.
Branco
Realça todas as cores. Pode fazer com que elas ganhem luminosidade e vida. Um ambiente todo branco pode dar a sensação de falta de força e profundidade.
Preto
É imponente, mas só quando usado com outra cor. Do contrário, pode nos deixar indiferentes, inacessíveis e prepotentes ao extremo.
Desenvolvimento Psicológico:
“ O Homem deseja ser confirmado em seu Ser pelo Homem, e anseia por ter uma presença no Ser do outro... – secreta e timidamente, ele espera por um sim que lhe permita ser, e que só pode vir de uma pessoa humana a outra”. Martim Buber
Desenvolvimento
Iniciaremos este tema falando, rapidamente, sobre a teoria psicanalítica: segundo Freud o aparelho psíquico está dividido em três planos ou sistemas – consciente, pré-consciente e inconsciente, com a analogia de que o funcionamento mental ocorre “comparado” ao iceberg. Pontua que a porção acima da superfície corresponde ao consciente, a porção que se torna visível, conforme o movimento das águas, corresponde ao pré – consciente e a parte sempre submersa, proporcionalmente muito maior corresponde ao inconsciente.
O conceito de desenvolvimento da personalidade, segundo Freud, ocorre em sete fases: oral, anal, fálica, latência, adolescência, maturidade e velhice. Afirmando que em cada fase, a pessoa deve aprender a resolver certos problemas específicos, originados do próprio crescimento físico e da interação com o meio. A solução dos diferentes problemas, que em grande parte depende do tipo de sociedade ou cultura, resulta na passagem de uma fase para a outra e na formação do tipo peculiar de personalidade. No decorrer das fases, o indivíduo expressa seus impulsos e suas necessidades básicas dentro de moldes que visam a continuação da cultura.
Abordaremos o desenvolvimento psicológico em cada uma dessas fazes, salientando os pontos onde a sociabilização, a linguagem, a segurança no mundo e em si mesmo, a vinculação, a independência, a auto-estima, etc, poderão ser fortalecidos, e o que poderia causar problemas, uma vez que o ser humano, tem por natureza, grande capacidade para a alegria. Observando crianças vemos que não apenas vêem graça nas coisas, como criam a graça para si, querendo mostrar suas brincadeiras para quem está ao seu lado, funcionando como forma social de aproximação.
“O desenvolvimento Humano é comumente definido como transformações físicas e psicológicas que ocorrem com o passar dos anos”. Tony Boot
Os estudos demonstram ser o bebê extremamente competente sob muitos aspectos – é sensível, curiosos, um aprendiz eficaz, manifestando percepção ao tom de voz, gestos, atitudes, expressões e movimentos dos adultos que estão ao seu redor, principalmente àqueles que tem algum significado emocional para ele.
A criança ao explorar seu meio, em busca das descobertas, logo descobre as restrições que lhe serão impostas, e irá manifestar seu desagrado através de birras e choro, aprendendo, no entanto, a conviver com algumas limitações o que, saberá mais tarde, terá por toda a vida.
Os seres humanos aprendem cedo e prontamente a lidar com coisas que exercem influência direta sobre seus objetivos, suas esperanças e seus medos, mesmo que isso exija muita abstração conceitual.
Impossibilidade da Não Comunicação
O adulto ensina falando e a criança descobre que o ato e a palavra vem juntos, e vários autores concordam que “aquilo que exatamente se diz” adquire enorme importância para a criança, passando a ter, desde muito cedo, um “sistema de crenças”, altamente complexo, que irá regular muitas atitudes futuras ou contribuir para a evitação de situações que poderia constrangê-la. Essas crenças dizem respeito à imagem do próprio eu, ou seja, do como se é: corajoso ou covarde, esperto ou “bobo”, muito amado ou tolerado.
Na relação humana não existe a linguagem linear – aquela que tem por objetivo um significado estável, sem distorções, ambigüidade ou emoção, ou seja aquela que não depende do contexto não-linguístico, com separação entre significado e emoção. É, portanto, “impossível para o ser humano não se comunicar de alguma forma, mesmo sem o uso da palavra ou da escrita”, como afirma Paul Watzlawick no livro Pragmática da Comunicação Humana.
Gregory Bateson define a psicologia social como: “O estudo das relações dos indivíduos às reações de outros indivíduos. Temos que considerar não só as reações de A ao comportamento de B, mas também de que modo elas afetam o comportamento posterior de B e o efeito disso sobre A”
O desenvolvimento psicológico ocorre paralelamente ao processo de crescimento físico e social que acompanha o ser humano, desde o seu nascimento até a sua morte, com todas as adaptações possíveis, com sua história pessoal, os dados biopsicológicos herdados, as idiossincrasias de seu meio familiar, suas condições ambientais, sociais e culturais, os dados adquiridos na interação hereditariedade-meio, as características e condições de funcionamento do indivíduo nessa interação, possibilitando adaptações e mudanças em situações futuras.
A família proporciona a primeira imagem de sociedade (e sociabilidade), no contexto de sua sub cultura específica, e será o padrão de relação que a criança encontrar o que servirá como um primeiro, mas poderoso, vislumbre das possibilidades de interação entre pessoas. Todos os membros de uma família são influenciados por seus padrões (ou leis familiares), que por sua vez sofrerão influências das “agências de sociabilização” (escola, parque, creche, vizinhos, etc) e, em contra partida, trarão esses padrões para dentro de casa, alterando o comportamento familiar, desenvolvendo novos papéis, alterando alguns valores aprendido de seus pais. Quando isso não ocorre haverá grandes choques nas relações, que poderão interferir no desenvolvimento psicológico de seus membros.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Psicologia Jurídica:
A psicologia jurídica, é uma vertente de estudo da Psicologia, consistente na aplicação dos conhecimentos psicológicos aos assuntos relacionados ao Direito, principalmente quanto à saúde mental, quanto aos estudos sócio-jurídicos dos crimes e quanto a personalidade da Pessoa Natural e seus embates subjectivos. Por esta razão, a Psicologia Forense tem se dividido em outros ramos de estudo, de acordo com as matérias a que se referi.
Áreas
Podemos encontrar os seguintes objectos de estudo e prática:
- Psicanálise forense (mas genérica e aborda o sistema jurídico como um todo sob perspectivas psicológicas;
- Psicologia criminal;
- Psicologia obrigacional e do consumidor (também denominado depsicologia civil);
- Psicologia da família (sob óptica jurídica);
- Psicopatologia trabalhista;
- Psicologia judiciária, que também envolvem os cartórios judiciais e extra-judiciais, devido ao aumento significativo de processos.
Funções do Psicólogo Jurídico
- Avaliação de psicodiagnóstico
- Assessoramento como perito a órgãos judiciais
- Intervanção:planejamento e realização de programas de prevenção, tratamento, reabilitação e * * * * Integração ao meio social
- Planejamento de campanhas de combate à criminalidade
- Vitimologia:pesquisa e atendimento às vítimas de violência
- Mediação:alternativas à via judicial
Dedica-se à protecção da sociedade e à defesa dos direitos do cidadão, através da perspectiva psicológica. Juntamente com a Psicanálise Forense, constitui o campo de actuação da Psicologia conjuntamente com o Direito.
Este ramo da Psicologia dedica-se às situações que se apresentam sobretudo nos tribunais e que envolvem o contexto das leis. Desse modo, na Psicologia Jurídica, são tratados todos os casos psicológicos que podem surgir em contexto de tribunal. Dedica-se, por exemplo, ao estudo docomportamento criminoso, ao estudo das doenças envolventes de situações familiares e de separação civil. Clinicamente, tenta construir o percurso de vida dos indivíduos no dia-a-dia na sociedade em constantes relações jurídicas e todos os processos psicológicos que possam conduzido à doenças do Consumidor, de estrutura familiar e do Trabalho. O Psicólogo Forense, assim, tenta descobrir a raiz do problema, uma vez que só assim se pode partir à descoberta da solução. Descobrindo as causas das desordens, sejam elas mentais e/ou comportamentais, também se pode determinar um processo justo, tendo em conta que estes casos são muito particulares e assim devem ser tratados em tribunal.
O primeiro ramo da psicologia Forense a surgir foi a psicologia criminal, pois realiza estudos psicológicos de alguns dos tipos mais comuns de delinquentes e criminosos em geral, como, por exemplo, os psicopatas. De facto, a investigação psicológica desta sub área apresenta, sobretudo, trabalhos sobre homicídios e crimes sexuais, talvez devido à sua índole grave.
A psicologia forense também tem relações com a psicanálise e em especial a psicanálise forense e asexologia forense, traçando as causas psíquicas que levam certos indivíduos à sexualidade doentia.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Psicodiagnóstico:
Psicodiagnóstico ou diagnóstico psicológico é uma disciplina metodológica que tem por objetivo colocar à disposição dapsicologia aplicada uma série de instrumentos capazes de
- registrar as características psicologicamente relevantes de determinados "portadores de características" e suas mudanças e de
- integrar tais dados em um quadro diagnóstico
- com o fim de oferecer uma base suficientemente sólida para a previsão do desenvolvimento futuro de tais características, servindo assim de auxílio na tomada de decisões e na avaliaçãodestas.[1]
Tais "portadores de características" podem ser:
- Pessoas
- Grupos de pessoas
- Instituições
- Situações
- Objetos
O diagnóstico psicológico é assim a aplicação da psicometria, esta uma disciplina mais teórica. O termo psicodiagnóstico foi usado pela primeira vez por Hermann Rorschach em 1921 como título da obra em que apresentou ao mundo pela primeira vez o teste que leva seu nome. Posteriormente o significado do termo alargou-se, abrangendo toda a área de diagnóstico ligada à psicologia.
Áreas de atuação
Como se viu, toda atividade que tem por objetivo determinar a exitência de uma determinada característica, sua intensidade ou seu efeito sobre uma pessoa ou grupo de pessoas é um trabalho diagnóstico. O psicodiagnóstico é assim uma disciplina multifacetada, que tem tantas formas quanto as disciplinas que lhe fazem uso:[1]
- Em psicologia pedagógica busca definir os indivíduos mais aptos à realização de determinados cursos e atividades — os exames vestibulares são, em princípio, instrumentos de diagnóstico;
- Em psicologia clínica busca comprovar a existência ou não de um transtorno mental bem como definir as condições que levaram ao desenvolvimento de tal transtorno e que o mantém ativo;
- Em psicologia forense auxilia a determinação da capacidade do réu de ser responsável por seus atos;
- Em psicologia do trabalho auxilia na escolha de pessoal e na verificação de problemas existentes no ambiente de trabalho.
Outras áreas de atuação são: propaganda (reação do público a um artigo ou a uma campanha publicitária), psicologia ambiental (efeito do meio ambiente sobre a qualidade de vida, etc.), psicologia do trânsito (determinar quem é capaz de dirigir, definir a maneira mais apropriada de construir ruas e cruzamentos, para que sejam mais seguras, etc.), psicofarmacologia (verificação do efeito de um medicamento, determinação de efeitos colaterais) entre muitas outras.
[editar]O processo diagnóstico
O trabalho diagnóstico pode ser descrito como um processo que se realiza em diferentes fases:
- Análise do problema — formulação da questão ou das questões a responder, análise do conhecimento disponível, investigação das pessoas envolvidas e seu interesse no problema, reflexão sobre as questões éticas e jurídicas;
- Decisão investigativa — coleta de dados através de testes psicológicos e/ou outros métodos (ver abaixo). A coleta de dados é guiada pela reflexão feita na análise do problema e pelas hipóteses então geradas;
- Decisão final/ indicação — divulgação dos resultados às devidas pessoas e decisão a respeito dos próximos passos a serem tomados;
- Avaliação das decisões tomadas e reflexão do(s) realizador(es) a respeito da experiência ganha.
No processo diagnóstico diversas pessoas representam um papel importante:
- O contratante é a pessoa física ou jurídica que busca com ajuda do diagnóstico obter resposta a uma questão;
- O diagnosticador é a pessoa que tem a responsabilidade pela realização do processo diagnóstico de acordo com as normas de qualidade da disciplina e seus princípios éticos;
- O diagnosticando é a pessoa sobre a qual se quer tomar a decisão e é a principal fonte dos dados a serem coletados. O termo probando é reservado à pessoas que participam livremente de pesquisas científicas;
- Terceiros pertencentes ao ambiente social do diagnosticando, que podem, de acordo com a situação, servirem de fonte de dados. Terceiros podem também influenciar tanto de maneira positiva como negativa o processo como um todo.
Psicologia do trabalho:
A psicologia do trabalho é uma subdisciplina da psicologia que se dedica ao estudo, concepção, avaliação e reestruturação das atividades de trabalho. Próxima à psicologia do trabalho se encontra a psicologia organizacional ou das organizações, que se dedica sobretudo ao estudo dos aspectos organizacionais de firmas e empresas. Devido à grande proximidade entre as duas áreas, elas são muitas vezes tratadas conjuntamente sob a designação psicologia do trabalho e das organizações. Outra disciplina próxima é a ergonomia, que se dedica também à estruturação do trabalho humano, mas de maneira mais acentuada ao sistema homem-máquina. Entre as tarefas da psicologia do trabalho estão : (a) Seleção e recrutamento profissional; (b) Treinamento e avaliação de desempenho profissional e o aconselhamento e orientação profissional. Essa ultima encontra-se formulada desde as primeiras concepções dessa aplicação da psicologia. Para Hugo Münsterberg (1863 — 1916) trata-se da aplicação dos conhecimentos psicológicos ao estudo do trabalho diferenciado em profissões.
Uma história da psicologia aplicada ao trabalho, psicologia industrial ou organizacional deve recuperar ou distinguir as duas principais aplicações desta disciplina científica ao trabalho: a Ergonomia ou estudo científico da relação entre o homem a máquina, o ambiente e a organização do trabalho [6] e a Profissiografia do início do século, elemento fundamental dos estudos organizacionais dos políticas empresariais dos "planos de cargos e salários" e da CBO, a Classificação Brasileira de Ocupações de uso nos órgãos governamentais. Essa atividade já foi definida na segunda metade do séc. XX como: Profissiologia "a disciplina das atividades profissionais, onde se destaca a parte denominada profissiografia ou estudo analítico das atividades profissionais procedendo a sua sistemática classificação profissiológica. ou seja não se limitando ao métodos de "tempos e movimentos" do engenheiro americano Frederick Taylor (1856-1915)
Psicologia organizacional:
A Psicologia Organizacional, inicialmente denominada como Psicologia Industrial, estuda os fenômenos psicológicos presentes nas organizações. Mais especificamente, atua sobre os problemas organizacionais ligados à gestão de recursos humanos (ou gestão de pessoas).
23,6% dos psicólogos trabalham na área organizacional, o que a torna a segunda maior área da psicologia.
A psicologia está ligada a empresas atualmente, seja no bem-estar de cada um dos colaboradores, até mesmo nas emoções geradas num ambiente de trabalho.
Tradicionalmente, as principais áreas da psicologia organizacional são: recrutamento, seleção de pessoal, treinamento e diagnóstico organizacional.
Algumas das principais atividades do psicólogo organizacional:
- Analisar cargos e salários;
- Realizar seleção e recrutamento de novos funcionários;
- Aplicação de testes psicológicos (atividade exclusiva para psicólogo);
- Realizar pesquisa sobre os sentimentos e emoções dos funcionários;
- Organizar o treinamento de habilidades dos profissionais;
- Organizar um clima organizacional mais eficaz;
- Resolver situações de conflitos entre funcionários;
- Projetar sistema de avaliação de desempenho;
- Avaliar a eficácia de uma prática específica.
O psicólogo organizacional deve buscar alcançar níveis de excelência de qualidade por toda a organização.
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